Esofagite eosinofílica

O que é a esofagite eosinofílica?

A esofagite eosinofílica é uma doença crónica, mediada por sistemas imunes ao nível do esófago, caracterizada clinicamente por sintomas relacionados com disfunção do esófago e histologicamente por inflamação com predomínio de eosinófilos.
Simplificando, é uma reação imune do nosso corpo (uma espécie de alergia) a alguns alimentos, mediada por um tipo de glóbulos brancos (os eosinófilos) que pode provocar vários sintomas e alterações a nível do esófago.

A esofagite eosinofílica é uma alergia alimentar?

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A Doença Celíaca e a “Intolerância ao Glúten”

O que é o Glúten?

A palavra glúten deriva do latim e significa “cola”. O glúten é um conjunto de proteínas de armazenamento denominadas prolaminas e glutaminas.

Encontra-se glúten no trigo, na cevada e no centeio, sendo muito usado na confecção do pão pela sua elasticidade mas, como é enriquecido em prolaminas e glutaminas, é incompletamente digerido pelo tubo digestivo humano, deixando péptidos longos (com 33 aminoácidos) em contacto com o nosso tubo digestivo.

Estas proteínas podem “penetrar” a parede do intestino delgado e, em indivíduos susceptíveis, pode desencadear uma resposta auto-imune responsável em parte pela doença celíaca.

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O Fígado Gordo Não-Alcoólico – uma Epidemia do Século XXI

O que é o fígado gordo não-alcoólico?

Em 1980 um grupo de investigadores da Clínica Mayo nos Estados Unidos cunho o termo esteatohepatite não-alcoólica para descrever um conjunto de doentes com alterações nas análises hepáticas e inflamação nas biopsias hepáticas que não apresentavam ingestão de álcool.

Desde então a nossa compreensão desta doença tem evoluído muito, mas ainda há muitas dúvidas sobre a etiologia da doença e de que forma a podemos tratar adequadamente.

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Protectores Gástricos – Mitos e Realidades

Os protectores gástricos são uma classe de medicamentos denominados inibidores da bomba de protões (IBP). A sua principal função é a redução da produção do ácido pelo estômago e são utilizados numa grande variedade de doenças do foro gastrointestinal globalmente com muito sucesso.

Os disponíveis no mercado português são o omeprazol, o pantoprazol, o lansoprazol, o rabeprazol e o esomeprazol e a maioria deles até já são de venda livre.

Recentemente têm aparecido na comunicação social várias notícias sobre potenciais efeitos laterais decorrentes da toma a longo prazo desta medicação que tem preocupado doentes e profissionais de saúde, pelo que é necessário o seu esclarecimento e correcto enquadramento.

O INFARMED publicou também recentemente uma lista de potenciais efeitos laterais da toma desta medicação, fazendo com que muita gente deixasse de a tomar, muitas vezes não consultando o seu médico para saber se o podia ou devia fazer.

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Probióticos em Gastrenterologia: indispensáveis ou um longo caminho a percorrer?

Nos últimos anos os probióticos têm ganho popularidade para o tratamento de um grande número de doenças, especialmente no foro da gastrenterologia.

O termo probiótico deriva do Grego e traduz-se para “pró-vida”.
Já utilizamos probióticos na Medicina há mais de 100 anos!

O primeiro probiótico (a bactéria E. coli Nissle 1917) foi utilizada em 1917.

Existem no mercado português múltiplos probióticos de diferentes marcas e com diferentes composições, tornando-se muito difícil discernir qual o mais adequado para uma determinada doença.

A investigação crescente na microbiota intestinal e do seu papel em múltiplas patologias (não exclusivamente do foro da gastrenterologia) tem levantado a possibilidade de controlar algumas doenças com a alteração da flora intestinal.

O trato gastrointestinal normal alberga mais de 500 diferentes espécies de bactérias e um conjunto de vírus (viroma) ainda mal investigados. Esta microbiota funciona como um verdadeiro biorreactor, facilitando a digestão, o fabrico de vários nutrientes e estimulando/moldando o nosso sistema imunitário.

Contudo, ainda muitas dúvidas existem sobre os verdadeiros benefícios e a correta forma de utilização dos probióticos.

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Obstipação – Um diagnóstico fácil para um tratamento por vezes difícil

O que é a obstipação?

Não é uma pergunta fácil, uma vez que há uma subjetividade grande associada aos sintomas de obstipação.

Regra geral é considerado trânsito intestinal “normal” quando se tem dejeções entre 3 vezes por dia até 3 vezes por semana. Mas muitas pessoas que se enquadram nesta “regra” queixam-se frequentemente de serem obstipadas.


O diagnóstico é clínico e foi delineado por diretrizes internacionais denominadas Roma IV:

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Doença do Refluxo Gastro-Esofágico, Esófago de Barrett e Cancro do Esófago

O refluxo ácido acontece quando o ácido que normalmente é produzido no estômago reflui para dentro do esófago.

Este processo é globalmente normal e fisiológico e a maioria dos episódios de refluxo são breves e não provocam sintomas de relevo.

Contudo, algumas pessoas com doença do refluxo gastro-esofágico apresentam sintomas mais intensos que interferem na sua qualidade de vida.

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O Cancro do Pâncreas em algumas Perguntas e Respostas

O cancro do pâncreas é muito frequente?

Felizmente não! É 'apenas' o 13° cancro mais frequente, mas é o 4° em termos de mortalidade.

É um tumor mais frequente nos países ocidentais e é excecionalmente raro antes dos 45 anos de idade. É também um tumor mais frequente nos homens.


O cancro do pâncreas é tão letal como dizem?

Infelizmente sim… apesar de infrequente, o tempo médio de sobrevida ao diagnóstico é de 4-6 meses. A sobrevida a 1 ano é de 28% e a 5 anos apenas de 7%.


Isto ocorre pelos seguintes motivos

  1. O único tratamento curativo é a cirurgia. Contudo, apenas 15-20% dos doentes são candidatos a cirurgia. E mesmo a cirurgia não é garante da cura completa.
  2. O diagnóstico é muitas vezes difícil, especialmente em fases precoces da doença.
  3. Os sintomas são muitas vezes inespecíficos, levando ao atraso no diagnóstico.
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Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE)

O que é uma CPRE?

Uma CPRE é um exame endoscópico realizado por um Gastrenterologista com um duodenoscópio (semelhante a um endoscópio alto mas com visão lateral e outras particularidades) com o objectivo principal de estudar e efectuar terapêutica nas vias biliares e pancreáticas.

Utiliza em simultâneo a endoscopia e a fluoroscopia (imagens de “raio-X”) e é um exame por vezes demorado e tecnicamente exigente.

É, regra geral, um exame efectuado sob sedação, uma vez que pode ser doloroso para além de habitualmente ser um exame demorado.

É um exame maioritariamente com um intuito terapêutico após detecção da patologia através de outros métodos como a ecografia, a Tomografia Computorizada ou a Ressonância Magnética (Colangio-RM).

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Ecoendoscopia

A ecoendoscopia é um exame gastrenterológico que alia um exame endoscópico “convencional” à capacidade de se efectuar uma ecografia através dum aparelho endoscópico especialmente desenvolvido para esse propósito.

Tem a capacidade de diagnosticar lesões subepiteliais (que crescem nas camadas mais profundas do nosso tubo digestivo) e, se necessário, proceder a colheita de tecido das mesmas.

A ecoendoscopia pode ser efectuada através da boca (ecoendoscopia digestiva alta para avaliação do esófago, estômago, duodeno, pâncreas e, nalguns casos, vias biliares) ou do ânus (econdoscopia digestiva baixa para avaliação do cólon e recto).

Através deste exame podemos obter imagens detalhadas de alta definicição das diversas camadas da parede do tubo digestivo bem como avaliar órgãos e estruturas próximas do tubo digestivo.

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A Cápsula Endoscópica

A Enteroscopia por Cápsula (EAC) ou, para simplificar, a cápsula endoscópica, é um exame que permite a visualização do intestino delgado que é inacessível à visualização directa pela endoscopia digestiva alta e pela colonoscopia.

Em que consiste?

Consiste na ingestão duma cápsula sensivelmente do tamanho dum comprimido de paracetamol 1000 mg que contém uma bateria e uma câmara acoplada que vai tirando fotografias do intestino delgado que são captadas por um registador externo e depois passadas para formato de vídeo para posterior visualização.


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A Sedação para Exames Endoscópicos

Cada vez mais pessoas optam por efectuar os seus exames endoscópicos (endoscopia digestiva alta e colonoscopia) sob sedação (anestesia) para obterem um maior grau de conforto na realização dos mesmos, mas ainda existem muitas dúvidas sobre este assunto, que tentaremos desmistificar.

A sedação faz mal?

Em Portugal, na maioria dos casos, a sedação para exames endoscópicos é efectuada por um Anestesista com um fármaco chamado propofol. É um fármaco de administração endovenosa (implica uma punção venosa e a colocação de um cateter) que tem um perfil de segurança excelente, desde que correctamente utilizado.

O fármaco é eliminado do nosso corpo em 12-24 horas, sem deixar vestígios ou sequelas a longo prazo.

Logo, a sedação não faz mal ao nosso organismo, devendo contudo ser realizada por profissionais competentes nessa área.

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A Diverticulose do cólon

Dos Mitos às realidades (com algumas dúvidas pelo meio…)

O que são os “divertículos”?

Os divertículos ou, mais corretamente, a diverticulose do cólon, são pequenas “bolsas” que se projetam para fora do intestino, formando pequenas “hérnias” que podem ser visualizadas durante uma colonoscopia, mas também em alguns métodos de imagens como as TACs.

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Colonoscopia

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O que é uma colonoscopia?

Uma colonoscopia é um exame endoscópico efectuado por um Gastrenterologista com um tubo flexível com uma câmara acoplada que permite ver o interior do cólon (intestino grosso) e recto.


É um exame quase sempre efectuado em ambulatório, sendo raras as situações em que é necessário internamento antes ou após o exame.

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Endoscopia Digestiva Alta

O que é uma Endoscopia Digestiva Alta?

A endoscopia digestiva alta é um exame auxiliar de diagnóstico e tratamento que permite a visualização da parte superior do tubo digestivo (composto pelo esófago, estômago e duodeno). É realizado com um endoscópio, que é um tubo flexível com uma câmara, e permite diagnosticar a maioria das doenças do tubo digestivo superior.

A endoscopia também possibilita, através de um canal de trabalho, a realização de outros atos, como sejam a recolha de amostras (biopsias) e a realização de terapêuticas como a extração de pólipos ou o controlo de situações de hemorragia.

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Cancro gástrico – um cancro silencioso | Perguntas e respostas

O cancro gástrico é muito frequente?

  • Em 1975 era o cancro mais frequente a nível mundial.
  • Atualmente é o quinto cancro mais frequente mundialmente. Contudo, é o segundo cancro
    que mais pessoas mata em todo o mundo.
  • É mais frequente nos países asiáticos e na Europa do Leste mas Portugal tem das maiores
    incidências deste cancro dentro dos países da União Europeia.
  • A sua incidência está a diminuir a nível mundial.
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